segunda-feira, 25 de maio de 2009

"QUEM SOU EU? Uma pergunta difícil que merece, no mínimo, uma resposta complicada. Quem sou eu? Eu sou único. Todos nós o somos, pelo menos nas nossas opiniões. Todos nós somos diferentes, no entanto, todos somos iguais. Ser único está restrito a um pequeno grupo de pessoas. Essas pessoas são únicas por aquilo que conseguem realizar na vida.
A vida. A vida não devia ser medida em dias, semanas, meses, nem sequer em anos mas sim pelos feitos que nós realizamos no tempo que temos disponível para habitar este mundo. Ninguém se vai lembrar mais de nós apenas porque vivemos até aos 80 anos, mas sim por aquilo que fizemos enquanto cá estivemos. Isso sim é o mais próximo da verdadeira imortalidade a que alguma vez vamos chegar.
A nossa singularidade é comparável às ondas do mar. Cada onda vista como uma onda individual, é diferente das outras. Desde a sua formação, até ao percurso realizado, onde chega à zona de rebentamento, cada onda é diferente da outra. Mas quando vista no conjunto, é tudo mar. Diferentes entre elas mas iguais nas suas curtas vidas e nos seus percursos. E assim é a vida das pessoas. Nascem, vivem, e morrem. Para cair no esquecimento das gerações seguintes. Únicos são aqueles que marcam as suas diferenças e não deixam que as suas memórias sejam esquecidas.
Isso leva-me de volta a minha questão inicial. Quem sou eu? Eu sou uma pessoa que tenta deixar a sua marca mas que de certa forma ainda não foi capaz. Quem sou eu? Eu sou o eterno apaixonado, um homem sonhador, um lutador feroz no que toca aos objectivos da vida. Sou uma pessoa complexa, cheio de confiança mas ao mesmo tempo muito inseguro. Tenho sonhos a realizar e tento aproveitar cada dia para o fazer. Mas confesso que na realidade nem sempre o consigo.
E tu? Quem és?"

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